27 de fevereiro de 2026

nenhuma relação acaba do nada



nenhuma relação acaba do nada.
ou melhor, elas não acabam no dia em que, de fato, terminam.
antes mesmo do decreto final,
o fim já vinha se arrastando, desde muito tempo antes.  

elas vão acabando, com o tempo.
ou se adaptando ao fim, sem que a gente perceba.
em um dado momento do curso do tempo conseguimos entender o exato momento em que tudo ruiu, porque os caminhos pararam de cruzar, os objetivos ja não eram mais os mesmos, e talvez tudo tenha parado um pouco de fazer sentido.

eu queria dizer, sentir, ou tão somente pensar que talvez possa existir uma fórmula pra voltar atrás quando tudo já não é mais como foi, quando a vontade de estar ali já não nos atravessa, quando a rotina fica tão entendiante que a voz que antes era música se torna um ruído que por causar tonturas.

transições de fase, mudanças, ou esses ritmos das coisas da vida vão levando
a gente a decisões que, por hora, quiçá não sejamos capazes de entender.

vão nos atirando ao novo, novos espaços-pessoas-zonas que já nos consideramos aptos a adentrar pra conceder uma nova parte de nós também por respeito a si e ao que podemos nos tornar.

bem-vindas sempre serão as novas fases e os novos capítulos, onde os melhores são sempre
os próximos, e há que desfrutar de uma forma absoluta e intensa, pra gente ter a certeza
de que é nesse agora que se concentra a riqueza e a beleza de tudo aquilo que verdadeiramente
a gente já quis um dia.

BARROS, Joyce Gabriella. 27 de fevereiro de 2026.
Belo Horizonte, MG, Brasil.

20 de janeiro de 2026

um pouco de autosabotagem

eu vi um vídeo agora no Tiktok que falava que a gente tende a procrastinar tudo o que pode mudar a nossa vida.

forte.

soa um pouco como autosabotagem, como conhecimento do risco de vencer justo por saber quem a gente é e do que é capaz. do contrário, insistimos em trabalhos, pessoas, lugares, que não nos atravessam mais, na busca da novidade no que é velho demais pra nos trazer algo realmente valioso outra vez. é fácil se assegurar no conhecido. mas quem disse que existe segurança ali? tudo pode desabar em questão de segundos e a gente pode nem sempre estar pronto pra isso. 

a maior do mundo - ou pelo menos uma das - é saber, conhecer, sentir, entender, perceber, o próprio potencial e não ser capaz de quebrar o círculo vicioso de se manter preso em coisas que claramente não tem futuro, não irão além ou muito menos expelir novas partes de você.

eu espero que esse ano eu aprenda.

ou, pelo menos, nessa vida.

BARROS, Joyce Gabriella. Belo Horizonte, MG, Brasil. 20 de Janeiro de 2026.