27 de fevereiro de 2026

nenhuma relação acaba do nada



nenhuma relação acaba do nada.
ou melhor, elas não acabam no dia em que, de fato, terminam.
antes mesmo do decreto final,
o fim já vinha se arrastando, desde muito tempo antes.  

elas vão acabando, com o tempo.
ou se adaptando ao fim, sem que a gente perceba.
em um dado momento do curso do tempo conseguimos entender o exato momento em que tudo ruiu, porque os caminhos pararam de cruzar, os objetivos ja não eram mais os mesmos, e talvez tudo tenha parado um pouco de fazer sentido.

eu queria dizer, sentir, ou tão somente pensar que talvez possa existir uma fórmula pra voltar atrás quando tudo já não é mais como foi, quando a vontade de estar ali já não nos atravessa, quando a rotina fica tão entendiante que a voz que antes era música se torna um ruído que por causar tonturas.

transições de fase, mudanças, ou esses ritmos das coisas da vida vão levando
a gente a decisões que, por hora, quiçá não sejamos capazes de entender.

vão nos atirando ao novo, novos espaços-pessoas-zonas que já nos consideramos aptos a adentrar pra conceder uma nova parte de nós também por respeito a si e ao que podemos nos tornar.

bem-vindas sempre serão as novas fases e os novos capítulos, onde os melhores são sempre
os próximos, e há que desfrutar de uma forma absoluta e intensa, pra gente ter a certeza
de que é nesse agora que se concentra a riqueza e a beleza de tudo aquilo que verdadeiramente
a gente já quis um dia.

BARROS, Joyce Gabriella. 27 de fevereiro de 2026.
Belo Horizonte, MG, Brasil.